É a espécie mais amplamente cultivada no mundo. Os seus integrantes marcam território e eliminam a concorrência, funcionando como indivíduos isolados. A rapidez de crescimento e fácil adaptação a novos espaços torna-os recurso prático, barato e de alto rendimento. Mas são também inflamáveis, secam a terra e diminuem o caudal das águas, degradando assim o meio ambiente e a capacidade produtiva futura da terra. Tomo o eucalipto como metáfora social para reflectir sobre os efeitos do modelo hegemónico actual de produção de riqueza. Porque nas cartografias de exploração dos recursos naturais são apagados os desejos, saberes e necessidades da comunidades que os albergam. Em colaboração com pessoas e grupos da comunidade de Pontevedra desejo construir uma árvore genealógica cara ao futuro.

Azul Martina Blaseotto (Buenos Aires, 1974) trabalha em diferentes contextos e a sua praxis artística é interdisciplinar. Os seus projectos, baseados em investigações artísticas, podem cristalizar em pinturas, acções no espaço público, instalações ou ensaios fotográficos, onde se abordam a privatização do espaço público, a identidade política e de género, e o mundo do trabalho. Exposições: “Ex-Argentina “, Museo Ludwig, Colonia, 2004 (DE); “Como queremos ser governados?”, MACBA, Barcelona, 2004 (ES); Witte De Witt, Rotterdão, 2005; “LaNormalidad “, Palais de Glace, Buenos Aires, 2006 (AR). Vive actualmente em Berlim, onde realiza a Pós-Graduação “Art in context” na Universität der Künste Berlin. Ali criou e dirige um workshop sobre transmissão e recepção de arte contemporânea, apresentado na Documenta 12. Interactua com a Assembleia Permanente pelos Espaços Verdes Urbanos (APEVU), o Agrupamento de Vizinhos pela Reserva e a Cooperativa Estaleiro Navais Unidos (Buenos Aires).